A LAMBDA - Associação Moçambicana para a Defesa das Minorias Sexuais foi fundada em 2006 com a missão de liderar o movimento LGBTQIA+ e mobilizar a sociedade, tornando-a favorável à promoção e garantia dos direitos económicos, políticos e sociais dos cidadãos LGBTQIA+. A história da LAMBDA é marcada por uma luta persistente contra o estigma social e, notavelmente, por mais de década de batalha legal pelo reconhecimento oficial como organização da sociedade civil.
A LAMBDA surgiu da necessidade de formalizar as actividades da comunidade LGBTQIA+, que antes se organizava em eventos sociais e através de publicações independentes, como o jornal "As Cores do Amor".
A organização foi estabelecida em Maputo com a missão de liderar o movimento LGBTQIA+ e mobilizar a sociedade moçambicana para a inclusão e garantia de direitos. Desde o início, os fundadores e primeiros activistas, alguns com apoio e trocas internacionais, delinearam uma agenda focada em saúde, direitos humanos, sensibilização e educação pública.
O maior desafio da LAMBDA durante a sua evolução foi e continua a ser a recusa do Estado em conceder o estatuto legal de associação. Durante mais de dezoito anos, a LAMBDA continua a operar sem o registo formal, o que limita a sua capacidade de actuação plena, acesso a financiamento e visibilidade oficial.
Apesar deste obstáculo, a LAMBDA mantem-se activa, contando com o apoio da comunidade local e de parceiros nacionais e internacionais que acreditam na sua causa. A batalha legal pelo reconhecimento tornou-se um símbolo da luta pelos direitos LGBTQIA+ no país. Em 2009 a LAMBDA expandiu as suas operações, abrindo escritórios nas cidades da Beira e Nampula, demonstrando resiliência e alcance nacional mesmo sem o reconhecimento legal do Estado.
Constituição da Associação LAMBDA em Maputo.
Expansão das actividades com a abertura de escritórios nas cidades da Beira e Nampula.
Fruto do trabalho da LAMBDA junto de seus aliados, a homossexualidade foi descriminalizada, no Código Penal.
O Conselho Constitucional declara inconstitucional o artigo que se referia à “moral pública” na Lei das Associações, que permitia ao Governo recusar o registo de associações cujos objectivos fossem contrários à moral vigente ou moral pública, abrindo assim, espaço para o registo de organizações LGBTQIA+ em Moçambique.
Em Setembro desse ano, Roberto Nelson Paulo coadjuvado por Fau Mangore, assume a Direcção Executiva da LAMBDA, sucedendo Danilo da Silva, que liderou a organização desde a sua constituição em 2006.
A LAMBDA foi galardoada com o prémio "The Chevrolet African Feather Award" na categoria Organização do Ano, em Joanesburgo, reconhecendo o seu trabalho e impacto.
A LAMBDA foi galardoada pelo papel fundamental na constituição da primeira organização LGBTQIA+ em Angola.
A LAMBDA continua a sua missão, colaborando com entidades como as Nações Unidas e missões diplomáticas em iniciativas de sensibilização, como o hasteamento da bandeira no Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia (IDAHOBIT).
A LAMBDA implementa planos estratégicos e projectos financiados por parceiros internacionais, focando em áreas como da saúde, sensibilização, educação pública e advocacia em todo o país, fazendo da LAMBDA uma organização fundamental na construção de uma sociedade mais inclusiva, onde os direitos dos cidadãos LGBTQIA+ são respeitados e assegurados pelo Estado.
Somos a Associação moçambicana que defende e advoga pelos direitos fundamentais das minorias sexuais e de género, fundada em 2006 fruto de uma reflexão profunda sobre a situação dos direitos LGBTQIA+ na sociedade moçambicana.
Uma sociedade onde os direitos humanos dos cidadãos LGBTQIA+ são respeitados, garantidos por lei e assegurados pelo Estado.
Liderar o movimento LGBTQIA+ e mobilizar a sociedade, tornando-a favorável à promoção e garantia dos direitos económicos, políticos e sociais dos cidadãos LGBTQIA+.
Respeito pelo ser humano | Inclusão | Responsabilidade
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